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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Recém-promovido e Bope: quem são os 4 policiais mortos em operação no Rio


O policial civil Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho morreu durante megaoperação em comunidades do Rio Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51, trabalhava na Polícia Civil do Rio. O agente foi baleado na cabeça e morto na manhã de hoje.Carvalho estava na corporação desde 1999. Ele começou na Delegacia de Repressão a Entorpecentes, passou pelo 18º DP (Praça da Bandeira) e chefiava o Setor de Investigações do 53º DP (Mesquita).

Marcus Vinícius havia acabado de ser promovido internamente. Ontem, ele foi alçado ao posto de comissário de polícia, cargo máximo concedido a um investigador no órgão.O policial civil Rodrigo Velloso Cabral foi morto durante a megaoperação no Rio Rodrigo Velloso Cabral era novato na Polícia Civil fluminense. Ele havia entrado na corporação há 40 dias e foi morto após ser atingido com um tiro na nuca.Cabral, 34, estava lotado no 39º DP (Pavuna). Ele deixa a esposa e uma filha.O sargento do Bope Heber Carvalho da Fonseca foi morto durante operação no Alemão Sargento Heber Carvalho da Fonseca, 39, agente do Bope. O militar tinha especialização em tiros de precisão e foi morto durante confronto com traficantes no Alemão. Heber deixa esposa e filhos.

PM lamentou a morte de Fonseca. "Ele dedicou sua vida ao cumprimento do dever e deixa um legado de coragem, lealdade e compromisso com a missão policial militar. Sua ausência será sentida por todos que tiveram a honra de conhecê-lo".O sargento do Bope Cleiton Serafim Gonçalves foi morto durante operação no Alemão Sargento Cleiton Serafim Gonçalves, 42, também era agente do Bope. Ele tinha especialidade em tiros e apoio tático durante as operações.
Cleiton foi atingido com tiro no abdômen durante um confronto. Ele deixa a esposa e uma filha.
PM também lamentou a morte de Cleiton. "Serafim dedicou sua vida ao serviço público, honrando a farda com coragem, lealdade e compromisso inabalável com a segurança da sociedade. Seu sacrifício representa a mais nobre expressão do dever policial: proteger e servir, mesmo diante do maior dos riscos. Que seu exemplo de bravura e dedicação permaneça vivo na memória de todos nós".Operação mais letal da história
Uma megaoperação hoje prendeu mais de 80 suspeitos de integrar o CV e resultou na morte de ao menos 64 pessoas. Com isso, se tornou a ação policial mais letal da história do estado fluminense.Outras nove pessoas foram baleadas, três moradores e seis agentes, quatro civis e dois militares. Entre os mortos, estão lideranças da facção em outros estados que estavam refugiados na região.
Número de mortos na Operação Contenção superou o da ação policial na favela do Jacarezinho, em 2021. Em 6 de maio daquele ano, a incursão na comunidade da zona norte do Rio terminou com 28 pessoas mortas e se tornou a mais letal do estado até então (relembre aqui).
Ação mobilizou 2.500 agentes para cumprir mandados de busca e apreensão em localidades da capital fluminense. A ação é resultado de um ano de investigação envolvendo, também, o Ministério Público do Rio de Janeiro e busca desarticular lideranças do CV. Polícia prendeu Thiago do Nascimento Mendes, o "Belão do Quitungo", homem de confiança de Doca, um dos líderes do CV nas ruas. Ao todo, 81 pessoas foram presas até o momento — incluindo lideranças da facção de outros estados. Pelo menos 75 fuzis e rádios comunicadores também foram levados pelos agentes, segundo divulgado pelo governo fluminense. Mais de 200 kg de drogas foram apreendidas, de acordo com a polícia.

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