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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Projeto social em favor das pessoas em situação de vulnerabilidade não é aprovado na câmera de vereadores na cidade de Saúde BA

Sessão marcada por tensão termina com rejeição de projeto social e acirra embate político na Câmara de Saúde

A sessão da Câmara Municipal de Saúde realizada hoje foi marcada por fortes debates, clima tenso e trocas de acusações entre vereadores. Em meio a uma discussão acalorada, foi levado ao plenário o projeto de lei de autoria do vereador Luiz Ribeiro, que propunha a criação de um programa municipal de doação de peixes durante a Semana Santa.

A proposta tinha como principal objetivo atender famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo alimento em um período tradicionalmente importante para a população. Durante a defesa do projeto, vereadores favoráveis destacaram o impacto social positivo da iniciativa, ressaltando que ações semelhantes já são adotadas em diversos municípios.

Apesar disso, a matéria enfrentou resistência da base governista. Votaram contra os vereadores Luciano Passos, Lucas da Água Branca, Danilo e Edmilson. Com o placar empatado, coube ao presidente da Câmara o voto de desempate, que acabou selando a rejeição do projeto.

A favor da proposta votaram o autor Luiz Ribeiro, além dos vereadores Roberval, Elizete Salu,e Marivaldo Santana.

O episódio evidenciou, mais uma vez, o clima de divisão política dentro do Legislativo municipal. Vereadores da oposição apontam que vêm enfrentando dificuldades sistemáticas para aprovar projetos, classificando a situação como um retrocesso e denunciando um cenário de perseguição política, onde matérias apresentadas por esse grupo dificilmente avançam.

A rejeição do projeto, segundo esses parlamentares, não representa apenas a derrota de uma proposta, mas também a perda de uma oportunidade de levar assistência direta a famílias que mais precisam, especialmente em uma data simbólica como a Semana Santa.

Por outro lado, vereadores da base sustentam que a decisão seguiu critérios políticos e administrativos, reforçando que divergências fazem parte do processo legislativo.

Mesmo assim, o tom adotado durante a sessão e o desfecho da votação deixam evidente o desgaste nas relações entre situação e oposição, levantando questionamentos sobre o nível de diálogo e o compromisso coletivo com pautas .

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